quarta-feira, 5 de junho de 2019

QUATRO TONELADAS DE LIXO MARINHO RECOLHIDAS NA MADEIRA

A campanha de recolha de lixo marinho, que decorreu durante um mês, permitiu recolher mais de quatro toneladas de lixo marinho na Madeira.

Participaram na iniciativa 35 entidades/instituições, e várias centenas de pessoas, por toda a ilha da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens.

Para marcar esta iniciativa, o lixo marinho será transformado em arte, refere um comunicado da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.

"O artista Bordalo II, que chega esta semana à Madeira, irá elaborar uma obra de arte - um lobo marinho -, que irá ficar em Câmara de Lobos", adianta o texto.

"A inauguração será no dia dos Oceanos, no próximo sábado e estão todos convidados", destaca ainda o apontamento, lembrando que "a luta contra a poluição do mar é uma prioridade deste Governo".

JMArtigo | 03/06/2019 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Estágio profissional

https://www.dnoticias.pt/madeira/ifcn-proporciona-estagio-a-alunos-de-santana-YF4799735?utm_source=facebook&utm_medium=facebook

terça-feira, 16 de abril de 2019

Comemos milhares de partículas de plástico por ano (e nem sabemos)

Estamos cada vez mais conscientes da forma como o plástico está a poluir o meio ambiente. Recentemente, o foco da nossa atenção virou-se para os micro-plásticos – pedaços minúsculos de plástico que variam entre 5 milímetros a 100 nanómetros de diâmetro.

Estes plásticos estão a encher os mares e abrir caminho para os animais que lá vivem. Isto significa que estes resíduos estão a entrar na cadeia alimentar e, em consequência, nos nossos corpos.

No entanto, o peixe e o marisco nãos são as únicas fontes de alimento que podem conter micro-plásticos. Há, de facto, outras fontes não provenientes do mar que podem ser muito mais preocupantes.

Uma porção de mexilhão de um consumidor na Europa pode conter cerca de 90 micro-plásticos. É muito provável que o consumo varie bastante de acordo com os países e as gerações mas, os ávidos consumidores de mexilhão podem estar a ingerir até 11 mil plásticos por ano.

É difícil saber ao certo quantos micro-plástico estamos a consumir a partir do consumo de peixe. A maioria dos estudos realizados até ao momento apenas analisou o conteúdo do estômago e do intestino dos peixes, partes que geralmente são removidos antes do consumo. No entanto, um estudo encontrou micro-plásticos no fígado dos peixes, sugerindo que estas partículas podem migrar do sistema digestivo para outras partes do corpo.


quarta-feira, 20 de março de 2019

A história das levadas

A história das levadas confunde-se com o próprio povoamento da ilha da Madeira. Desde cedo os colonos constataram que o sul da ilha era mais fértil, mas a água estava do lado norte e no interior montanhoso, ambos de acesso difícil. Construíram então as primeiras levadas, que transportavam água das nascentes até às suas terras. Tinham concebido um engenhoso sistema de irrigação, que veio a mudar a paisagem da ilha e se tornou num património cultural. A acessibilidade e a extensão destes cursos de água tornaram-nos num monumento notável e único. Uma prova viva do engenho e audácia de quem concebeu e dos muitos que ergueram estes aquedutos talhados na rocha. Hoje, estes caminhos de irrigação contam com mais de 1500 quilómetros. Uma obra impressionante começada há quase seis séculos. Na década de 1930, apenas dois terços da terra arável da ilha eram cultivados - e desses, só metade eram irrigados. Só o Estado possuía os meios económicos necessários para implementar um programa de construção em larga escala e em 1939, o governo envia uma missão à ilha para estudar um plano hidroelétrico e de irrigação. Em 1943 é criada a Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira que lança um ambicioso plano de construção de levadas. Os trabalhadores eram suspensos do alto em cestos de vime, enquanto atacavam a pedra resistente com as suas picaretas. Muitos perderam a vida para levar água e eletricidade à ilha. Como escavaram os trabalhadores as levadas a meio caminho entre a terra e o céu? Quem eram estes homens que imaginaram e conceberam estes caminhos de água? E os que os rasgaram? Mostrando pela primeira vez imagens em movimento da construção das levadas, e recorrendo a testemunhos inéditos, este documentário conta a épica história da construção das levadas, de quem as inventou e daqueles que as construíram. Com a qualidade da RTP.





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

'App' de preservação ambiental ‘ECO Descobrimentos’


O jogo móvel que ensina e sensibiliza para as boas práticas ambientais, entretém e dá prémios.

Note-se que este é um passatempo da Águas e Resíduos da Madeira (ARM), em parceria com a Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM), que conta com o apoio da EJM – Empresa Jornalística da Madeira e da ACIN iCloud Solutions.

Tem como finalidade sensibilizar e consciencializar os utilizadores e respetivas famílias para as boas práticas ambientais, conjugando uma natureza competitiva e interativa com a componente informativa e social.
Desta forma, são dadas a conhecer as principais infraestruturas e equipamentos associados à gestão das águas, resíduos e energia na Madeira, proporcionando, aos utilizadores que se destaquem pela sua destreza e conhecimento, a oportunidade de ganhar prémios aliciantes, entre os quais uma viagem à Disneyland Paris. 

Está disponível para ‘download’ para dispositivos iOS e Android, podendo ser descarregado gratuitamente através das lojas ‘online’ App Store e Play Store. Para descarregar a 'app', só tem de seguir os passos apresentados no vídeo abaixo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

SABE A DIFERENÇA ENTRE O CARVÃO MINERAL E O CARVÃO VEGETAL?

Inicialmente, é necessário saber que carvão é o nome comum a diversos produtos ricos em carbono, resultantes de processos geológicos ou da carbonização de matéria orgânica. . O carvão mineral é um minério não-metálico, de cor preta ou marrom com grande potencial combustível. É considerado um combustível fóssil, pois as jazidas desse minério se formaram há milhões de anos; quando extensas florestas foram submersas, fazendo com que os restos de vegetais, que são ricos em carbono, se transformassem em um elemento rochoso. Também é classificado em turfa, linhito, antracito e hulha, essa distinção existe em razão das condições ambientais e época de formação. O combustível fóssil é utilizado, especialmente, no aquecimento de fornos de siderúrgicas, indústria química (produção de corantes), na fabricação de explosivos, etc. . O carvão vegetal é obtido a partir da queima ou carbonização de madeira, após esse processo resulta em uma substância negra. No cotidiano o carvão vegetal é utilizado como combustível de aquecedores, lareira, churrasqueiras e fogões a lenha, além de abastecer alguns setores industriais como as siderúrgicas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Chuvas ácidas


As chuvas ácidas formam-se com a libertação de dióxido de enxofre e de óxido de azoto (provenientes das emissões das fábricas e dos automóveis) para a atmosfera. Esses gases que foram libertados para a atmosfera são levados pelos ventos para as nuvens. A combinação destes gases com o oxigénio e o vapor de água contido nas nuvens, dá origem ao ácido sulfúrico e ao ácido nítrico, que vão alterar o valor de pH da água da chuva, através das reações químicas descritas na imagem seguinte, formando as chuvas ácidas.

A acidificação do meio ambiente é um problema grave, pois ao alterar quimicamente os solos e a água, condiciona o desenvolvimento das espécies vegetais e animais, alterando o equilíbrio dos ecossistemas. O pH da água de um lago, por exemplo, anda a volta de 6,5 – 7,0, podendo manter uma grande variedade de peixes, plantas e insetos, além de sustentar os animais e as aves que vivem em seu redor e se alimentam no lago. No entanto, o excesso de acidez da água da chuva pode provocar a acidificação dos lagos, principalmente naqueles de pequenas dimensões. O pH de 5,5 mata larvas, pequenas algas e insetos, prejudicando também os animais que dependem desses organismos para se alimentar. No caso do pH da água chegar a 4,0 – 4,5, pode ocorrer a intoxicação da maioria das espécies de peixes e levá-los até a morte.

Para minimizar o efeito das chuvas ácidas devemos usar transportes coletivos diminuindo assim o número de carros e a quantidade de emissões poluentes, devemos usar também o metrô, que por ser elétrico polui menos do que os carros, e devemos substituir as fontes de energia, como o gás natural, o carvão e o petróleo, por fontes de energia renováveis. Em relação aos veículos devemos ainda usar gasolina sem chumbo e adaptar um conversor catalítico.

domingo, 6 de janeiro de 2019

O melhor centro de tratamento de resíduos da Europa




O centro de tratamento de resíduos RCERO, da região de Liubliana, na Eslovénia, é o mais moderno da Europa. A fábrica recebe 170 mil toneladas de lixo de 58 municípios, anualmente.

98% dos resíduos são reciclados, ou seja, são transformados em objetos, em composto ou em combustível. A título comparativo, em Portugal essa percentagem ronda apenas os 30%.
A euronews entrevistou Edita, uma estudante eslovena que trabalha na fábrica como guia, quatro vezes por semana.


"No início as pessoas diziam: 'porque devo separar o lixo, não é o meu trabalho, não sou pago para isso'. Mas, há um ou dois anos, as pessoas aderiram ao conceito, agora tornou-se natural. Quando as pessoas vêm alguém que não separa o lixo acham estranho", contou a estudante eslovena.

A estrutura financiada pelo fundo de coesão da UE presta serviço a cerca de metade da população da região da capital eslovena (800 mil pessoas) e é considerada como uma das mais eficientes do mundo.

Atualmente, o centro de tratamento de resíduos RCERO oferece composto aos espaços verdes da capital eslovena. O parque Tivoli usa 100 metros cúbicos de composto por ano.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Poluição Atmosférica

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA MATA 600 MIL CRIANÇAS POR ANO


A poluição atmosférica causa todos os anos a morte de cerca de 600 mil crianças com menos de 15 anos em todo o mundo, devido a infeções agudas das vias respiratórias, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).
A poluição do ar é o "novo tabaco", sublinhou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no `site´ da organização que promove hoje e na terça-feira em Genebra a primeira conferência mundial sobre "A poluição do ar e a saúde".
A OMS publicou um relatório que indica que todos os dias cerca de 93% das crianças com menos de 15 anos em todo o mundo respiram ar poluído, que prejudica gravemente a sua saúde e o seu desenvolvimento.
Segundo estimativas da OMS, mais de 91% dos habitantes do planeta respiram ar poluído, o que provoca sete milhões de mortes anualmente.
"Esta crise de saúde pública merece uma maior atenção, mas existe um aspeto particularmente negligente: A forma como a poluição afeta particularmente as crianças", refere o relatório da OMS.
Em 2016, a poluição do ar no interior das casas e no exterior provocou a morte de 543 mil crianças com menos de cinco anos e de 52 mil crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 15 anos em consequência de infeções graves das vias respiratórias, divulga ainda o relatório.
O estudo explica também que as mulheres grávidas expostas a ar poluído são mais suscetíveis de terem partos prematuros e de darem à luz bebés com baixo peso.
A poluição do ar afeta igualmente o desenvolvimento neurológico e as capacidades cognitivas das crianças. Assim, as crianças expostas a níveis mais elevados de poluição correm o risco de desenvolver doenças crónicas e problemas cardiovasculares em idade adulta.
Uma das razões porque as crianças são especialmente vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica é a de que respiram mais rapidamente do que os adultos, absorvendo com maior facilidade os agentes poluentes.
Os recém-nascidos e as crianças são igualmente vulneráveis à poluição do ar no interior das casas, uma vez que o uso regular de instrumentos tecnológicos e de combustíveis para cozinhar afetam a qualidade do ar.
Na opinião da diretora do departamento de Saúde Pública da OMS, Maria Neira, a prioridade da comunidade internacional terá de ser acelerar a transição para fontes de energia limpas e renováveis.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Curiosidade sobre o meio ambiente


Quando se fala em meio ambiente, existe uma infinidade de assuntos, principalmente sobre curiosidades, pois tudo está conectado já que vivemos em um planeta composto por inúmeras espécies. Em pesquisa realizada por meio da internet podemos encontrar muitos materiais interessantes e curiosos, contudo separei alguns assuntos que mais me chamaram atenção:


Estima-se que existam no planeta cerca de 4.600 espécies de mamíferos, 31.000 espécies de peixes e mais de 900.000 espécies de insetos, muitos dos quais ainda não estão identificados. Estima-se que em cada ano se extinguem de 17.000 a 25.000 espécies de seres vivos em todo o Mundo. Só na Europa há cerca de 1.500 plantas em risco de extinção ou já extintas. Os rios amazônicos são os rios com maior diversidade de espécies de peixe no mundo. Já foram descritas mais de 1500 espécies, mas estima-se que existam pelo menos o dobro. Este número é quinze vezes maior do que o número de espécies encontradas nos rios da Europa. (Dom Escobar, 2010)


Sabia que é preciso cortar uma árvore de 15 a 20 anos de idade para produzir apenas 700 sacos de papel? Que uma tonelada de papel reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza 71% de energia elétrica e polui o ar 74% menos do que se fosse produzido de novo? E que para fabricar 1 tonelada de papel novo é preciso 10 a 20 árvores, 10 000 litros de água e 5 Mw/hora de energia, enquanto para 1 tonelada de papel reciclado apenas é preciso 1,2 toneladas de papel velho, 2000 litros de água e 2,5 Mw/hora de energia? (Guarulhos Notícias, 2010)



Todos os anos são destruídos mais de 13 milhões de hectares de floresta tropical. Se as contas forem feitas, isto representa a destruição de 35 mil hectares por dia, 1.500 hectares por hora e 25 hectares por minuto. A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais, já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos, como policlorados, DDT, mercúrio e cádmio. (Dom Escobar, 2010)


 
Sabia que, para se decompor na natureza, o vidro leva milhares de anos? Sendo 100% reaproveitado, e parte pode ser reciclável, o vidro não produz resíduos na hora da reciclagem e economiza 30% de energia elétrica. O vidro nunca acaba, pode ser reciclado indefinidamente. Por cada tonelada de vidro reciclado, poupa-se em média, mais de uma tonelada de recursos (603 Kg de areia, 196 Kg de carbonato de sódio, 196 Kg de calcário e 68 Kg de feldspato)? Além disso, por cada tonelada de vidro novo produzido, são gerados 12,6 Kg de poluição atmosférica, pelo que, o vidro reciclado reduz em 15 a 20% essa poluição. Sabia que a natureza leva 2 a 6 semanas a decompor um jornal, 1 a 4 semanas as embalagens de papel, 3 meses as cascas de frutas, 3 meses os guardanapos de papel, 2 anos as bitucas de cigarros, 2 anos os fósforos, 5 anos as pastilhas elásticas, 30 a 40 anos o nylon, 200 a 450 anos os sacos e copos de plástico, 100 a 500 anos as pilhas, 100 a 500 anos as latas de alumínio e um milhão de anos o vidro? (Guarulhos Notícias, 2010)

sábado, 8 de dezembro de 2018

20 dicas ecológicas para poupar água

As Nações Unidas estimam que em 2025 dois terços da população mundial vão enfrentar a escassez de água e é crucial interiorizarmos a importância deste bem precioso e o facto de que se torna cada vez mais urgente poupar água. Quais os benefícios de poupar água? Poupa-se energia, poupa-se dinheiro, poupa-se o planeta. Torne estas dicas ecológicas em hábitos diários e poupe água sempre que abrir uma torneira.



1. Mantenha a torneira fechada sempre que lavar as mãos, os dentes ou fizer a barba – o resultado é uma poupança entre 10 a 30 litros de água por dia. Um simples gesto ecológico que o planeta agradece…

2. Equipe as torneiras de casa com redutores de fluxo – este pequeno equipamento é encaixado nas torneiras e, ao misturar o ar com a água, reduz o seu caudal em cerca de 50%.

3. Se vai construir ou remodelar, instale torneiras temporizadas (desligam-se automaticamente depois de alguns segundos) ou torneiras eletrónicas com sensores (são ativadas exclusivamente com a ação das mãos).

4. Sabia que gasta menos 50% de água sempre que trocar o banho de imersão pelo duche? Pode continuar a poupar na hora de tomar banho se reduzir o tempo que estiver debaixo do duche ou se desligar a água na altura em que aplica o sabão/champô/amaciador (menos 2 minutos = menos 40 litros de água). Instale um chuveiro de baixo fluxo para poupar ainda mais água.

5. Se vai construir ou remodelar uma casa de banho, considere a instalação de uma sanita mais eficiente e ecológica como, por exemplo, os autoclismos duplos ou com botão de controlo. Caso contrário, pode utilizar o velho truque de colocar uma garrafa cheia de água no depósito do autoclismo para reduzir a quantidade de água desperdiçada em cada descarga.

6. Não utilize a sanita como cesto do lixo, evitando assim descargas desnecessárias e poupando 10 a 15 litros de água de cada vez. Esta é uma forma extremamente simples de viver uma vida mais verde!

7. Sempre que quiser beber um copo de água fresca, não deixe a torneira a correr – tenha sempre uma garrafa de água no frigorífico.

8. Outra dica ecológica para poupar água é não descongelar alimentos com a torneira da água a correr, optando antes por um descongelamento natural.

9. Evite encher excessivamente as panelas com água na hora de cozinhar e cozinhe com a tampa da panela colocada – poupa água e conserva o sabor dos alimentos.

10. Se lavar a loiça à mão, não deixe a torneira a correr durante todo esse processo de lavagem. Em vez disso, encha um dos lados do lava-loiça ou uma pequena bacia com água fresca para retirar o sabão da loiça lavada.

11. No caso de ter uma máquina de lavar loiça, só a coloque a trabalhar quando tiver a carga cheia; escolha programas curtos e económicos; evite passar a loiça por água antes de a colocar na máquina.

12. Poupar água com a máquina de lavar roupa também passa por ligá-la apenas quando tiver a carga máxima e, claro, optar por programas adequados ao vestuário a ser lavado, preferencialmente curtos e económicos.

13. Sempre que adquirir uma máquina de lavar loiça ou de lavar roupa, eleja eletrodomésticos de elevada eficiência energética, ou seja, de Classe A, para poder poupar água e energia sempre que as ligar.

14. Poupará mais água se levar o carro a um posto de lavagem automática. No entanto, se quiser lavar o carro em casa, esqueça a mangueira e pegue num balde e esponja – a diferença pode ir até 400 litros de água!

15. Quando lavar o exterior da casa, evite igualmente a mangueira, optando antes por uma vassoura e um balde com água.

16. Regar plantas e jardins requer um elevado consumo de água, por isso, sempre que possível recolha e recicle água: coloque baldes para recolher a água da chuva, aproveite a água da cozinha ou aquela que se desperdiça enquanto se espera que a água do chuveiro aqueça.

17. Evite a instalação de chafarizes, fontes e quedas de água no jardim e/ou na piscina – representam um verdadeiro desperdício de água a não ser que essa água possa ser reutilizada.

18. No caso de ter uma piscina, pode torná-la mais ecológica ao substituir os filtros tradicionais por filtros especificamente concebidos para poupar água. Para além disso, a utilização de uma cobertura de piscina contribui para a redução da evaporação da água em cerca de 90%, o que se pode traduzir numa poupança de vários milhares de litros de água por mês.

19. Não encha demasiado a piscina, de forma a evitar a perda de água com os mergulhos e as brincadeiras na piscina.

20. Embora sejam apenas gotas pequenas e esporádicas, qualquer fuga de água é desperdício de água (30 litros por dia ou mais), por isso, para além de reparar essas avarias imediatamente, inspecione regularmente torneiras, chuveiros, mangueiras, sistemas de rega e piscinas para verificar que não tem nada a pingar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Tipos de solos

A qualidade e características de solo vão depender de diversos fatores, como o tipo de rocha do qual o solo se originou, o clima do local, a matéria orgânica presente e até a vegetação encontrada no local.

O tipo do solo influência até mesmo o desenvolvimento económico de uma região, pois do solo depende a agricultura e outros aspectos de desenvovimento de uma comunidade.
Conheça os tipos de solo


Tipos de Solo Existentes
Tipos de Solo Existentes

Solo Arenoso

Nos solos arenosos existe uma quantidade de areia maior que o encontrado em outros solos. Essa quantidade de areia pode chegar a 70% da composição do solo, e isso faz com que eles sejam porosos e permeáveis.
Justamente por esta permeabilidade os solos arenosos geralmente são pobres, não sendo bons para a agricultura.
Geralmente os solos arenosos estão presentes em desertos ou regiões desertificadas.

Solo Argiloso

Na composição de um solo argiloso é possível encontrar até 30% de argila, que é mais fina do que a areia e mais fortemente ligada.
Isso garante que a água e os nutrientes serão retidos pelo solo, tornando-o mais fértil e rico.
No entanto, a quantidade de água despejada no solo não pode ser muito alta para não encharcá-lo (pois assim o solo se torna lamacento), mas também não muito baixa para não deixá-lo rachado e seco (pois o solo ficará compactado e duro), pois essas duas condições adversas podem comprometer a saúde e fertilidade desse tipo de solo.

Terra Preta

A terra preta é farta em húmus, e é fértil. O húmus é eficiente na retenção de água e sais minerais, além de permitir uma boa aeração. A decomposição de resíduos orgânicos neste tipo de solo fornece diferentes tipos de nutrientes.
Além disso a terra preta não é muito ácida, favorecendo o plantio de diversas espécies vegetais.

Terra Preta
Terra Preta

Terra Roxa

O solo deste tipo também é fértil, e é composto pela decomposição de rochas do tipo arenito-basáltico.
A cor variando entre o avermelhado e o arroxeado se deve à forte presença de minerais, em especial o ferro.

O termo “terra roxa” foi inspirado na expressão italiana “terra rossa”, que significa terra vermelha.
Este tipo de solo é antigo, e está presente em grande quantidade nas regiões sudeste e sul do Brasil, sendo que no Sul é bem destacada a presença da terra roxa.

Mesmo com as propriedades naturais do solo favorecendo a agricultura, é necessário cuidar dele para que não perca os nutrientes e riqueza. A vegetação é importante no equilíbrio natural, sendo assim o desmatamento compromete a saúde do solo.

Bioluminescência


A bioluminescência é a emissão de luz por um organismo vivo. No abismo, a bioluminescência é comum a 4000 m de profundidade. 

A bioluminescência é parte integrante dos meios de sobrevivência dessas espécies. 

Estes animais desencadeiam reacções químicas em que a energia é convertida em energia luminosa. É especialmente no mundo marinho que encontramos uma grande variedade de animais luminosos. 

Na zona abissal, onde a luz solar não alcança pelo menos 80% das espécies são bioluminescentes. 
A Bioluminescência desempenha várias funções : comunicar com indivíduos da mesma espécie, enganar ou assustar predadores, camuflar-se, etc. 

sábado, 1 de dezembro de 2018

Plantas aéreas terrestres e aquáticas

O universo da botânica apresenta diversos tipos de plantas, como as plantas aéreas, terrestres e aquáticas. De uma forma geral, as plantas podem ser consideradas estruturas vivas que nascem sobre o solo, a água ou sobre outras plantas.


 As plantas aéreas são aquelas que se encontram acima do solo. Um exemplo de planta aérea é a orquídea, uma flor epífita, que se desenvolve sobre outra planta e suga água e nutrientes dela.


As plantas terrestres são as que se desenvolvem em substratos não-submersos, como a terra ou as rochas. Como exemplos de plantas terrestres, temos a palmeira e a samambaia.

Já as plantas aquáticas são aquelas que vivem dentro da água, como rios e lagos. Um exemplo clássico de planta aquática no Brasil é a Vitória-régia, típica da região norte do país.

No caso das plantas aéreas, a principal característica é que elas vivem com outras plantas sem caracterizarem um tipo de parasita. As plantas terrestres têm raízes subterrâneas e uma estrutura completa, com caule, folhas, flores e frutos.

Uma curiosidade sobre as plantas é que elas se desenvolveram inicialmente na água e, mais tarde, com a evolução das espécies, chegaram ao meio terrestre. As plantas aquáticas não têm caule tradicional e precisam de muita exposição ao Sol.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Ecologia e Geologia dos Carvões do Douro


O Sistema Carbonífero do Douro: da paisagem ao ordenamento
The Carboniferous System of Douro: from landscape to territorial planning

Ribeiro, Daniela1
1 Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto; Via Panorâmica S/N, 4150-755 Porto, Portugal; daniela.p.alvesribeiro@gmail.com


RESUMO
Em 1994 encerra a última exploração de combustível nacional, ficando em suspenso a evolução da paisagem outrora determinada pela transformação do carvão em energia, desde as estruturas de apoio social na proximidade dos pontos de extração ao longo da Bacia Carbonífera do Douro, até aos sistemas (infra)estruturais da, e na, cidade do Porto. Desmaterializada a fonte de energia, todo o Sistema perde significância. Mais do que as formas, ganha relevância a sua representação enquanto símbolo cultural. Hoje, a condição patrimonial deverá incidir na capacidade de representação dos valores que estabelecem vínculos entre o presente e o passado. Importa compreender como poderá a inércia que o sistema energético produz no território ser (re)entendida como recurso prospetivo e transformador.

Palavras-chave: Produção de energia, Sistema carbonífero, património, paisagem cultural, ordenamento do território

ABSTRACT
In 1994, the last national fuel exploitation was closed, leading to the suspension of the landscape evolution process, formerly determined by the transformation of coal into energy, from the social support structures close to the coal extraction points along the Douro Coalfield, up to the (infra)structural systems of, and in, the city of Porto. The whole system lost its significance after the dematerialization of energy resource: the element that once articulated territorial development became immaterial, and the system lost its physical support structure. Today, the patrimonial condition should be supported on the capacity to represent values and needs that establish links between the present and the past. So that, it is important to understand how the inertia that the energy system produces in the territory can be (re)understood as a prospective and renovating resource.

Keywords: Energy production, carboniferous system, heritage, cultural landscape, territorial planning

 
1. O Sistema Carbonífero do Douro: Da Paisagem ao Ordenamento
1.1. Paisagem tecnológica
1.1.1. Carvão como força motriz
Duas décadas após a introdução do fuelóleo na central termoelétrica da Tapada do Outeiro, encerra a última exploração de combustível nacional. Em 1994 dá-se a morte assistida da Mina do Pejão. A afirmação da era industrial da eletricidade e da transformação química vem alterar o sistema energético assente no que Mumford (1934) designa por Capitalismo Carbonífero.
Até à introdução de carvão, a concentração das estruturas produtivas – e consequentemente, urbanas- é determinada em função da proximidade à fonte de energia. Com esta inovação, a indústria passa a viver da acumulação de energia: deixa de ser o combustível o fator determinante para a sua localização.
Enquanto capital acumulável, o carvão, um mineral não oxidado, rapidamente se torna mais rentável do que a madeira: muito mais compacto, a sua extração, transporte, armazenamento e transformação passam a constituir-se como sistema de organização territorial, introduzindo a energia potencial novos paradigmas de ordenamento territorial.
paisagem tecnológica (Macedo, 2012) decorrente da produção de energia a partir do único combustível nacional estende-se desde os pontos de extração – aqui sobre a Faixa Carbonífera do Douro - até aos sistemas domésticos de aquecimento, centrais de produção termoelétrica e estruturas industriais, maioritariamente no Porto. É o que consideramos como Sistema Carbonífero do Douro.
A Faixa Carbonífera do Douro estende-se desde as proximidades de Fão (S. Pedro de Fins), atravessa o Rio Douro na direção sudeste e prolonga-se até Arouca (Janarde), ao longo de 53Km e apresentando uma largura sempre inferior a 500m. Desta faixa, a área que se estende ao longo de aproximadamente 26 km, entre Ermesinde (concelho de Valongo) e Paraíso (concelho de Castelo de Paiva) -abrangendo o concelho de Gondomar e o de Castelo de Paiva- é denominada, no que diz respeito à geologia, Bacia Carbonífera do Douro.
No contexto nacional, as suas antracites afirmam-se a partir da segunda metade do século XIX, pela sua superioridade e poder calorífico; também pela proximidade dos pontos de extração à cidade do Porto, então integrada no próprio processo de transformação do carvão.
A linha de produção de energia passa a constituir-se como uma linha de produção de território, então determinada pela utilização do carvão enquanto fonte de energia potencial.



domingo, 25 de novembro de 2018